Ambrótipo

Ambrótipo (do grego ambrotós – imortal , e tipos – registro, impressão) é uma imagem fotográfica positiva sobre placas de vidro, usando uma variação do processo de prata coloidal (no caso, para obter imagens positivas). Método antigo, surgiu no início na década de 1850 como alternativa ao darregueótipo. Além de ser mais barato, não possuía o efeito espelhado deste, e não oxidava, daí o nome “imortal”. No entanto, as imagens produzidas tinham menos contraste, luminosidade e resolução. A imagem era revelada, e, logo depois, o verso da placa de vidro era pintado de preto. Outra alternativa possível era o uso de vidro colorido escuro. O uso da cor rubi dava às imagens o aspecto de vida. Outras cores, em especial o verde, também eram usadas. Também era usado papel ou tecido, proporcionando textura. O efeito era mais ou menos tridimensional, dando a ilusão de profundidade e vida. Também podia ser colorida à mão. A imagem fotográfica, que ficava na superfície, era protegida por um verniz, ou mesmo por um vidro cimentado à base de resinas (o que acabava escurecendo a imagem). O ambrótipo, assim como o daguerreótipo e, mais tarde, ferrótipo, produzia imagens únicas, irreprodutíveis. Com o passar do tempo foi superando o daguerreótipo em popularidade (muitos não gostavam da superfície espelhada do último). Por fim, ambos foram suplantados pelo ferrótipo e outros processos, que geralmente produziam resultados inferiores, mas eram mais baratos, além de (muitos) permitirem a impressão de múltiplas imagens. Atualmente, muitos fotógrafos alternativos estão utilizando o método, devido aos efeitos únicos, impossíveis de se obter pelos métodos modernos.

Ânfora

Tipo de vaso antigo de origem grega geralmente de forma oval, com duas alças simétricas nas laterias opostas. A base (pé), na parte inferior, quase sempre termina em pé estreito ou mesmo em ponta. Neste caso, o pé é fincado na terra, para a ânfora ficar de pé. Função:  para o transporte e armazenamento de gêneros de consumo, tal como água, salmora, vinho, azeite, frutos secos, mel etc. As duas alças laterais facilitam o transporte.

Antiguidade

Na maioria dos países do mundo é considerada ANTIGA a peça com mais de 100 anos de idade. Peças do período art nouveau e art decó, portanto, NÃO SERIAM consideradas ainda “antiguidades”, por possuírem menos de um século de idade. Mas essas peças, com muita frequência, formam o acervo de muitos antiquários do mundo inteiro por um conceito mais abrangente e flexível: é o fato da RARIDADE e peculiaridade das técnicas que foram empregadas na confecção das mesmas. São objetos cheios de arte, significados sócio-políticos, culturais e afetivos e que, por isso, passam a representar e ter uma importância enorme como partes do patrimônio de um povo, país ou que marcaram profundamente uma época.

Antiquário

O termo é aceito tanto para representar a PESSOA (física) que comercializa, assim como a LOJA (pessoa jurídica) que compra e vende antiguidades. Há pessoas que também se utilizam do termo “ANTIQUARISTA” para se referir à pessoa que comercializa antiguidades.

Aparador

Balcão ou armário para guardar louças, toalhas de mesa e utensílios e também como móvel auxiliar para o serviço de mesa. Originalmente era todo fechado, mas a partir do século XIII as portas começaram a ser retiradas para mostrar peças de valor e de coleção. Pode ter o tampo em mármore, madeira ou granito.

Arabesco

Tipo de enfeite que imita o formato das flores, folhas ou fitas. O termo é oriundo do árabe. Aparece em monumentos egípcios, romanos, etruscos e assírios. Foi um recurso decorativo muito utilizado na Idade Média. Na Itália foi muito utilizado na época do Renascimento.

As Três Graças

De acordo com a mitologia grega, as graças (Cárides) são as deusas (filhas de Zeus e Eunômia) que representam sentimentos e virtudes nobres como o encanto, a concórdia, a gratidão, a prosperidade familiar e a sorte. Em outra versão, elas são filhas de Zeus com Hera: são elas que espalham a alegria na natureza e no coração dos homens, e até no dos deuses. 

Dotadas de beleza ímpar, eram as três dançarinas (musas) das festas no Monte Olimpo e se tornaram símbolo da harmonia do mundo clássico. Atribui-se às Graças toda a espécie de influências nos trabalhos do espírito e nas obras de arte. Por isso são referenciadas pelas danças, corais e também pela música. Nas primeiras representações plásticas, elas apareciam vestidas. Posteriormente, entretanto, foram representadas como jovens desnudas e de mãos dadas. São representadas em grupos escultóricos ou em pinturas. Inspiraram obras célebres como “A primavera”, de Botticelli,  “As Três Graças”, de Rubens e a escultura de Antonio Canova.