(Do francês daguerréotype): Primeiro processo fotográfico que se tornou popular. Foi divulgado pela primeira vez em 1839. O nome se deve ao seu inventor: Louis J. M. Darregue. Uma imagem é afixada sobre uma placa de cobre polido e recoberta com uma película fina de banho de prata. Sob o vapor de iodo formava-se uma superfície espelhada. O resultado é que a imagem é positiva e negativa ao mesmo tempo. Diz-se negativa, mas dependendo do ângulo em que ela é observada. Trata-se de imagens únicas, fixadas diretamente sobre a placa final, sem o uso de negativo. Nos primórdios da técnica da daguerreotipia eram necessários cerca de 10 minutos de exposição sob forte luz solar para obter uma imagem satisfatória. Por isso, era difícil tirar retratos, e como as pessoas se moviam as ruas pareciam desertas nas fotografias. As primeiras figuras humanas registadas em fotografia foram as de um engraxador e seu cliente, que permaneceram na mesma posição até que a sua imagem ficasse visível. Antes que a competição entre fotógrafos e outros avanços técnicos baixassem o preço dos daguerreótipos, a grande maioria dos clientes destes estúdios pertencia à burguesia. Pouco depois da invenção do daguerreótipo, estas imagens tornaram-se num elemento essencial de qualquer interior doméstico burguês.

O sujeito que aparece numa esquina e o seu engraxate, no canto inferior esquerdo dessa antiga fotografia, entrariam para a história, anonimamente, como os primeiros seres humanos a terem suas imagens registradas em uma “foto”, no longínquo ano de 1838.

CUIDADOS NA PRESERVAÇÃO: Os daguerreótipos são muito frágeis. A superfície é facilmente riscada e estão sujeitos à oxidação. Por esses motivos devem ser encapsulados e conservados com cuidado.

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