Estilo inglês decorrente do reinado e gosto específico da Rainha Vitória (1837 a 1901). Retrata a assimilação de vários outros estilos já existentes mas recebeu grande influência do neogótico, do neo-renascimento, barroco e neoclássico. No mobiliário, a principal influência foi do estilo Luís XV. Os móveis são pesados, robustos e austeros. As madeiras mais utilizadas foram a nogueira, jacarandá, ébano e mogno. O uso de “chintz” (tecidos de algodão resistentes e lustrosos com decoração floral) quebra a austeridade do estilo vitoriano em poltronas estilo bergér que podem ser entalhadas ou não. O capitoné foi amplamente utilizado. As pernas dos móveis (mesas, cadeiras, poltronas), lembram o estilo Luís XV, mas sem douração e sem metais. Fortemente influenciados por motivos religiosos, e inspirados na escola gótica, estas peças apostam na simetria como forma de simbolizar a perfeição divina. O foco é no cuidado com o homem, por isso a atenção ao conforto e à maciez do móvel, que além de tudo deve destacar a presença humana que o ocupa. Havia poltronas bergér masculinas e femininas. As masculinas eram largas, espaçosas e com braços que acompanhavam toda a largura da poltrona. Já as femininas tinham os braços curtos para que a mulher pudesse sentar-se confortavelmente, acomodar e exibir seu longo e detalhado vestido que ficava naturalmente exposto sobre a poltrona.