Tipo específico de vidro de grande valor e que composto de duas ou mais cores. Surgiu na cristaleira de Baccarat no ano de 1840, na França. E, curiosamente, foi um equívoco da manufatura que deu origem à opalina: a mistura de areias destinada ao fabrico de uma massa de cristal, repentinamente se apresentou com um colorido e decomposição de cor, meio nebuloso, que lembrava a OPALA (pedra que possui as cores iridescente). Daí o nome “Opalina”.
Tornou-se popular no período romântico e encontra-se, neste material, os mais diversos objetos: vasos, lustres, castiçais, caixas, frascos  para perfume, copos, jarros, etc. Além da Baccarat, outras fábricas fizeram cristal de opalina: São Luís, Clichy e, na Bélgica, Val Saint-Lambert.
As cores da opalina são poucas, embora de tonalidades variadas: as mais raras são as amarelas, cor de gema de ovo. As rosas aparecem em diversas tonalidades, desde o rosa intenso cor de goiaba, até o rosa seco. As verdes se apresentam na cor verde-alface, verde-folha e verde-água. As azuis vão desde o azul-cobalto (azul-real), ao azul-turquesa, ao azul-lavanda e levemente lilás. As mais comuns e menos valorizadas são as brancas que, como curiosidade, possui na sua composição o arsênico, um poderoso e fatal veneno. São peças raras devido às emendas feitas nas cores, pois cada peça de cor diferente tem que ter o ponto de fusão igual, para que não se rache, ao ser emendada. As opalinas douradas e pintadas à mão são ainda mais raras, pelo fato de a opalina não suportar o calor do forno para secar a pintura e sua decoração.
Por volta de 1870 vão aparecer, no auge da Era Vitoriana, as opalinas mais leves, com suas bocas plissadas, conhecidas pela denominação de opalinas da Boêmia: fruteiras, cornucópias, pratos, lustres e vasos que recebem essa decoração de gosto vitoriano; pássaros e flores, às vezes em relevo, principalmente a chamada flor-da-saudade, a fúcsia, a rosa-de-bess, os brincos de princesa e borboletas aparecem pousadas então, singelamente, nos galhos de flores. Surgem nesse período as opalinas duplas, feitas inicialmente em branco e depois capeadas de outra cor. Já no final da época Vitoriana, aparecem as opalinas inspiradas no “art-nouveau”.