Tipo especial de xícara masculina. As “bigodeiras” floresceram durante a era vitoriana (final do século XIX). Muitas vezes, cera era aplicada para no bigode para mantê-lo agradavelmente rígido. E aí estava um problema que surgiu quando vapor que provinha das xícaras de chá quente ou café eram levadas até a boca para se beber: o vapor derretia a cera e ainda a enviava para dentro da xícara. Finalmente, Harvey Adams, um inglês inovador, em 1860 veio com uma invenção incomum: “a xícara de bigode”. Esta tinha uma borda (um aparato de louça), chamada de guarda-bigode. A saliência tem uma abertura semicircular contra a lateral da xícara. O bigode assim, podia descansar seguro e seco sobre a guarda, enquanto se tomava uma bebida quente através da abertura. A nova invenção se espalhou rapidamente por todo o continente europeu. Uma multiplicidade de xícaras de bigode foram feitas por fábricas famosas, como Meissen, Royal Crown Derby, Imari, o Royal Bayreuth, Limoges e outros. Cada fábrica criou sua própria versão deste utensílios de mesa masculino e a notícia de que a invenção logo se espalhou para a América. Com a queda da moda do “bigode com cera”, a produção deste tipo de xícaras caiu em decadência. São objetos raros – colecionáveis.

Muitas pessoas (e até antiquários) confundem, julgando e divulgando que a função deste tipo de xícara é para não SUJAR o bigode. Informação equivocada!