Gomil ou jarro com bacia

Um gomil é um jarro acompanhado de uma bacia, que foi usado para a higiene pessoal antes da existência ou da disponibilidade de água encanada. Geralmente ficava em penteadeiras ou móveis chamados de lavatórios, que possuíam espelho e tampo em mármore. Muitas vezes, os jarros com bacia faziam conjunto com outras peças de higiene e beleza, como saboneteiras, penteiras e perfumeiros. Foram produzidos gomis dos mais variados materiais, como porcelana, prata e ferro esmaltado, acompanhando o estilo de cada época. Hoje o gomil é uma peça decorativa de grande destaque, sendo usado como centro de mesa, vaso para flores ou mesmo compondo cenários em museus, junto com outras peças que caíram no desuso.

Présentoir (em francês): presentoá / presentoar

Présentoir, em francês significa SUPORTE. Palavra “aportuguesada” para presentoá ou presentoar. Trata-se de uma bandeja (geralmente em formato ovalado ou redondo) que forma conjunto com a peça que é sobreposta ao présentoir, conferindo elegância e equilíbrio à mesma. Semelhante ao píres de uma xícara, no caso de molheiras, sopeiras e compoteiras, o présentoir tem a função de impedir que o caldo pingue na mesa, ao servir-se. Já nos centros de mesa tem a função de enobrecer e realçar o objeto, conferindo-lhe leveza. Outras peças antigas também PODEM ser providas de présentoir: galheteiros (porta-temperos), porta-garrafas, bules, etc. A maioria dos présentoirs são soltos (avulsos). Mas algumas peças têm o seu presentoir anexado (fixo), formando uma só peça.

Espuma do mar ou sepiolita

A sepiolita é um mineral de cor branca e textura macia, que foi e ainda é utilizado principalmente para o fabrico de cachimbos. Devido à sua baixa densidade e alta porosidade, a sepiolita pode flutuar na água. Às vezes é encontrada flutuando nas águas do Mar Negro,  entre a Ásia e a Europa, o que lhe rendeu o nome popular de espuma do mar. O primeiro registro do uso da espuma do mar para o fabrico de cachimbos foi em torno de 1723, rapidamente se tornando muito valorizada devido à sua natureza porosa, resistência ao calor e retenção de umidade. Os cachimbos antigos geralmente apresentam belas esculturas. Com o uso constante, a espuma do mar escurece com a absorção do tabaco e outras substâncias do fumo, tornando-se amarelada e podendo assim ser confundida com o marfim ou o âmbar fosco.

Arte Naïf

Arte Naïf é uma classificação que designa artistas autodidatas que inventam um jeito pessoal de expressar suas emoções. A falta de técnica inicial vai sendo contornada com a vontade de se aperfeiçoar ao longo de anos de prática. A palavra naïf é um termo francês que significa ingênuo ou inocente; portanto, a “arte naïf” é todo produto artístico de natureza simples que demonstra uma criatividade autêntica baseada na simplificação de elementos decorativos a níveis brutos, espontâneos, puros ou coloridos.

Millefiori

Millefiori é o nome dado à técnica de decoração de vidro na qual são produzidos pequenos discos com padrão decorativo diverso, se assemelhando a flores. É na Itália que existiu e ainda existe a maior produção, mais precisamente em Veneza e Murano. As flores são reunidas e fundidas com o vidro derretido, formando mosaicos coloridos. Daí o nome em italiano millefiori: mille (milhares) e fiori (flores). As peças mais características encontradas com a decoração de millefiori são os pesos de papel, que não raramente formam belos padrões com o alinhamento das flores, tal como mandalas. Também são encontrados vasos, luminárias e tulipas, além das tradicionais contas de colar e pingentes.

Alfinete de chapéu ou maromba

Os alfinetes de chapéu ou marombas são alfinetes decorativos que foram muito usados no final do século XIX e início do século XX, especialmente na Era Vitoriana e na Era Eduardiana. Os chapéus grandes e muito decorados estavam na moda, e as marombas serviam para segurar o chapéu na cabeça, geralmente preso no cabelo. Mas também serviam para segurar os extravagantes enfeites de chapéu da época: flores artificiais, penas e até mesmo pequenos animais empalhados. Por outro lado, as marombas ganharam fama por se tornarem “armas” de defesa das mulheres, visto que algumas revidavam com espetadas os assédios ou outros abusos que estavam sujeitas a sofrer. Por isso, no início do século XX houve uma restrição de tamanho dos alfinetes, para evitar que fossem usados para este fim. Os alfinetes mais longos são, portanto, mais antigos, e foram produzidos com as mais diversas decorações, como pedras preciosas, contas de vidro, detalhes em latão, banho de ouro, etc.

Aldrava

A aldrava é uma peça de metal, geralmente de bronze ou ferro fundido, que é colocada na porta de entrada de casas ou edifícios, para servir de batedor. Ao invés de bater na porta com a mão, é possível usar a aldrava. Elas geralmente possuem um elo ou argola móvel, que serve para bater na porta. Foi muito usada na antiguidade, e é possível encontrá-la com diversos formatos e decorações, sendo que os com cara de animais ou em forma de mão são os mais tradicionais. Ainda hoje são usadas como objeto de decoração ou para uso.

Capodimonte, porcelana

A fábrica de porcelanas Capodimonte foi fundada no ano de 1743, na cidade italiana de Nápoles. Foi criada inicialmente na intenção de competir com a fabricante alemã Meissen. Porém, devido à grande criatividade dos artistas napolitanos, que geralmente trabalhavam em família, as peças Capodimonte ganharam fama pela riqueza de detalhes pintados à mão, além de relevos, flores e dourados em bela harmonia de cores e formas. Das peças antigas, as mais notáveis foram as esculturas, relógios, enfeites e jogos de café e jantar com grande quantidade de flores em relevo, além dos majestosos lustres que tinham até mesmo pingentes de porcelana.

Vidro ou Cristal?

O vidro cristal é um tipo de material utilizado para a fabricação de lustres, taças e copos mais refinados

Já o cristal propriamente dito é aquele tipo de mineral encontrado na natureza que abrange tanto o diamante quanto o quartzo.

“O vidro cristal e o vidro comum têm uma estrutura molecular praticamente idêntica: a diferença está nos elementos químicos que compõem essa estrutura”.

O VIDRO COMUM:

Também conhecido como vidro de cal-soda ou soda-cal, o vidro comum é feito de areia (sílica), soda (óxido de sódio), cal (óxido de cálcio) e óxido de alumínio.

O VIDRO CRISTAL:

Já na composição do vidro cristal entram apenas a sílica (areia) e o óxido de chumbo, substância que dá mais brilho e maior peso ao produto.

Fonte: Oscar Peitl Filho, professor de engenharia de materiais da Universidade Federal de São Carlos.

 

Detalhe químico separa o vidro comum do cristal:

1 – A estrutura molecular de ambos os materiais tem o mesmo desenho.

2 – O principal componente dos dois é a areia (sílica). Os outros ingredientes é que variam.

3 – O vidro comum combina a sílica com óxido de sódio, óxido de cálcio e óxido de alumínio.

4 – O cristal acresce à sílica apenas o óxido de chumbo.

Alabastro

Alabastro é uma designação aplicada a dois minerais distintos: gesso (sulfato de cálcio hidratado) e calcite (um carbonato de cálcio). O alabastro de calcite possui maior dureza, se apresentando como uma pedra, e foi muito usado na antiguidade para a produção de peças decorativas e de uso no dia-a-dia. O alabastro pode ser esculpido e polido, ficando com aparência semelhante ao mármore. Porém, é mais macio e de menor dureza, necessitando de maior cuidado contra impactos e contatos abrasivos, pois pode arranhar e se quebrar mais facilmente. Das peças antigas, as mais importantes foram esculturas, vasos, colunas e ânforas, além das notáveis luminárias e lustres com pantalhas, cúpulas e tulipas feitas de alabastro e que utilizam a translucidez do material, criando iluminação indireta de inigualável beleza.