Pátina

Camada fina e natural que se forma sobre uma superfície: pedra, cobre, bronze e metais similares. Tipo de mancha produzida por oxidação ou por outros processos químicos.Em móveis de madeira: efeito produzido pela idade, desgaste, e aplicação e polimento de tinta (geralmente branca). As pátinas podem ser esteticamente atraentes.

Ver decapê.

Penico ou urinol

Recipiente em formato arredondado e achatado que era mantido nos quartos sob a cama (ou dentro de criados-mudos que serviam como “vaso sanitário” exclusivamente para urinar. Os penicos podem ser confeccionados em ferro, louça ágata, porcelana, louça e, mais modernamente, em plástico. Quase todos possuem uma alça (ou pegador). Penicos antigos eram fabricados também com tampa e podiam ser amplamente decorados. Há pessoas que confundem os urinóis com sopeiras ou grandes xícaras.

Petit bronze ou Peltre

Petit = pequeno, em francês. É um tipo de solução que apareceu entre escultores que surgiu no final do século XIX  e se popularizou no século XX.  Trata-se uma liga de ESTANHO, CHUMBO, ANTIMÔNIO (semi-metal que dá mais dureza ao chumbo) e uma PEQUENA (PETIT) quantidade de BRONZE. O antimônio tem uma coloração branca-prateado. A proporção de cada um desses quatro elementos na confecção das peças não obedece a um padrão. Logo, o resultado é diferente (textura, peso, aparência, dureza etc), dependendo da maior ou menor quantidade de metal utilizado. A denominação correta desta combinação de quatro metais, é PELTRE. Entretanto, se popularizou rapidamente a denominação PETIT BRONZE. As esculturas em petit bronze são ocas e o resultado é um metal leve, muito maleável e, naturalmente mais frágil que as peças constituídas apenas de bronze. Normalmente as peças em petit bronze (peltre) recebem pátina em tons bronze-amarronzados ou esverdeados escuros, simulando a oxidação do bronze (azinhavre).

Pince-nez ou pincenê

Modelo de óculos usado do século XV até o início do século XX, cuja estrutura era desprovida de hastes. Sua fixação era feita apenas fixando-o sobre o nariz. Diferente dos Lornhons cujo modelo era dotado de haste lateral para ser colocado em frente aos olhos, o Pince-nez prendia seus aros como uma pinça a ossatura do nariz. O modelo foi superado pelos óculos de hastes modernos como os Numont cujos aros superiores ou inferiores eram finos e ofereciam leveza e segurança.

Polyphon

Tipo de caixa de música bastante rara. Consiste num dispositivo mecânico que foi primeiramente fabricado pela Polyphon Musikwerke,  localizado em Leipzig, Alemanha. Inventado em 1870, nesta caixa são encaixados discos metálicos (normalmente ficam de pé dentro da caixa) que giram no sentido horário e são movidos à manivela. A produção em larga escala começou por volta de 1897 e continuou até o início de 1900. Os polyphons foram exportados para todo mundo. O polyphon foi o antecessor do gramofone.

Ver vitrola

Ver eletrola

Porcelana

Composição: argilas brancas (de 30 a 65% de caulim)  + 20% a 40% de feldspato + 15 a 25% de quartzo. Há variações quando se fala de porcelanas especiais como as produzidas pela Manufatura Nacional de Sèvres, na França.

Ver “Cerâmica

Ver “Biscuit

Porcelana Cebolinha ou Blue Onion

A decoração de porcelana popularmente conhecida por Cebolinha (Blue Onion, em inglês, e Zwiebelmuster, em alemão), foi originalmente criada pela fabricante alemã Meissen no século XVIII, mas passou a ser copiada e produzida por outras fabricantes a partir do século XIX. Era originalmente conhecida como “porcelana bulbo“, e foi criada a partir de porcelanas com desenho semelhante de origem chinesa, que possuíam na decoração frutos de romã. Mas as romãs eram desconhecidas pela população da Saxônia, região onde se situa a fábrica Meissen. Por este motivo, os artistas da Meissen criaram um padrão de desenho que se assemelhava a uma flora mais familiar para os europeus. Segundo historiadores, as “cebolinhas” em si são, na verdade, possivelmente pêssegos ou romãs levemente alteradas dos desenhos originais das porcelanas orientais. Os outros elementos que aparecem na decoração são flores de paeonia e aster, além de hastes de bambu. Foram produzidos desde jogos de café e jantar, até peças mais elaboradas, como centros de mesa, cestas e fruteiras, inclusive com detalhes vazados. As peças tradicionais são brancas com a decoração em azul cobalto, mas chegaram a ser produzidas peças em outras cores.

Prata portuguesa

Foi na época das grandes descobertas, no século XV, que Portugal começou a desenvolver o gosto pelos artigos de prata. Entre as primeiras peças executadas, destacavam-se travessas e jarros. Os motivos decorativos e adornos das peças receberam a influência das fantásticas viagens empreendidas por seus famosos navegadores. Era comum aparecerem nos trabalhos cenas de batalha, combates com índios selvagens e até animais fantásticos em meio a uma flora. O apogeu na arte da prata em Portugal aconteceu na fase final da arte manuelina, em época de grande riqueza. Se no século XVII houve um empobrecimento que se refletiu na prataria, no século XVIII a produção desses artigos recebeu forte influência francesa, os trabalhos ganhando refinamento artístico, mas perdendo, por outro lado, a originalidade da criação portuguesa. No final deste e no começo do século XIX, foi o estilo inglês, principalmente o Adam, que influenciou a produção da prata em Portugal.

As peças de pratas produzidas em Portugal até 1886, recebiam contrastes apostos por conceituados membros da Corporação dos Ourives, que verificavam o teor de prata na liga e classificavam a prata como 11, 10 e 9 dinheiros (toque mínimo), que correspondiam a 11/12, 10/12 e 9/12 de metal fino da liga ou ainda o equivalente a 22, 20 e 18 quilates. Na data referida acima, foram fundadas as contrastarias ligadas à Casa da Moeda. Os números antigos usados pela Corporação dos Ourives foram substituídos, mantendo a equivalência, por 0.916, 0.833 e 0.750, especificações que se mantêm válidas até hoje. Para serem usadas, as marcas dos contrastes eram obrigadas a ter registro nas câmaras municipais das cidades de origem e ainda constar numa corporação chamada de Confraria de Santo Elói. As marcas indicam, além do contraste, a localidade onde a peça foi fabricada e o autor do trabalho.

Os contrastes antigos tinham, normalmente, uma inicial geralmente coroada, que identificava a origem da peça de prata. Assim, Lisboa era representada por um “L”, o Porto por um “P”, Guimarães tinha um “G”, o “C” é de Coimbra, o “B” de Braga, “S” para Setúbal e Santarém e um “E” para Évora. O teor de prata são representados por algarismos romanos (XI, X e IX dinheiros) ou ainda algarismos arábicos. O fabricante normalmente usava suas iniciais para identificar a peça.