Cerâmica (dicionário)

Cerâmica (dicionário)

Fotos meramente ilustrativas no nosso DICIONÁRIO DE ANTIGUIDADES. Não fazem parte do nosso acervo!

Os objetos cerâmicos podem ser produzidos através da mistura de duas ou mais  ARGILAS  que, quando misturadas, irão adquirir uma característica própria e formarão a massa cerâmica. Porém, desde que sejam compatíveis entre si, as argilas ou massas cerâmicas podem ser utilizadas juntas para a execução de um mesmo corpo cerâmico. Há misturas com argilas de tons diferentes o que possibilita belos efeitos. Além das argilas existem outros materiais cerâmicos que, misturados às argilas, produzem as chamadas massas ou pastas cerâmicas. Alguns são adicionados como anti-plásticos e outros como fundentes. Os anti-plásticos reduzem o encolhimento das argilas quando secam, enquanto os fundentes abaixam a temperatura de vitrificação destas. Às massas cerâmicas pode-se adicionar Bentonite, Caulim, Carbonato de Cálcio, Quartzo, Dolomita, Feldspato, Talco e Chamote. Esses produtos são transformados pela ação do fogo e as temperaturas de cozimento variam de 900°C a 1000°C. As massas cerâmicas podem ser classificadas de maneira geral em dois grandes grupos: no primeiro estão as porosas (não vitrificadas). No segundo grupo, as vitrificadas. São compostas por diferentes argilas e outros materiais cerâmicos.

  1. PORCELANA – Composição: argilas brancas (de 30 a 65% de caulim)  + 20% a 40% de feldspato + 15 a 25% de quartzo. Há variações quando se fala de porcelanas especiais como as produzidas pela Manufatura Nacional de Sèvres, na França.
  2. LOUÇA – Composição: Granito, Pó de Pedra, Majólica ou Faiança são denominações especiais que caracterizam determinadas produções. A massa da louça é menos rica em caulim do que a porcelana e é associada a argilas mais plásticas, mais porosas e, portanto, mais frágeis às variações de temperaturas. São massas mais pesadas e de coloração branca ou marfim e precisam de posterior vitrificação. São mais frágeis e suscetíveis ao craquelê, fios de cabelo, trincas.
  3. GRÊS – Massa que queima alto como a porcelana e igualmente dura. Em sua composição não entram argilas tão brancas ou puras como na porcelana o que apresenta possibilidades de coloração avermelhada, branca, cinza, preto, etc. Depois de queimadas são impermeáveis, vitrificadas e opacas. A temperatura de queima vai de 1150°C a 1300°C.
  4. TERRACOTA ou ARGILA VERMELHA – Popularmente conhecida como barro. De grande plasticidade e em sua composição entram uma ou mais variedades de argilas. Produzidas sem tanta preocupação com seu estado de pureza, quando queimadas no máximo até 1100°C adquirem colorações que vão do creme aos tons avermelhados, o que mostra o maior ou menor grau da porcentagem de óxido de ferro. Formadas por argilas ferruginosas.
  5. FAIANÇA: forma de cerâmica branca (barro vidrado e decorado), que possui uma massa  menos rica em caulim do que a porcelana. Por isso, está associada às argilas mais plásticas. São massas porosas de coloração branca ou marfim e precisam de posterior vitrificação. Os produtos de faiança são compostos de massas semelhantes ao grês (matérias-primas menos puras). As peças de faiança são fabricadas a temperaturas inferiores a 1250 °C.  Caracterizam-se pela menor resistência do que as porcelanas e o grês. Seus produtos incluem aparelhos de jantar, aparelhos de chá, xícaras e canecas, peças decorativas etc.
  6. MAJÓLICA (do nome Maiorca, importante centro de produção hispano-árabe) é um tipo de cerâmica que surgiu na Itália logo após o Renascimento (entre os séculos XVI e XVII). Após o primeiro cozimento da cerâmica, a superfície (branca) é banhada por esmalte estanífero (óxido de estanho, óxido de chumbo, areia rica em quartzo, sal e soda), que deixa a superfície vidrada: uma coloração branca translúcida na qual é possível aplicar diretamente pigmentos solúveis de óxidos metálicos em cinco escalas de cor: azul cobalto, verde, castanho, amarelo e vermelho. Os pigmentos são imediatamente absorvidos, o que elimina qualquer possibilidade de correção da pintura. A peça é então recolocada no forno com temperatura mínima de 850ºC para o acabamento final e a definitiva fixação das cores. O resultado são cores vivas, vitrificação, brilho intenso e impermeabilidade. A majólica veio revolucionar a produção do azulejo pois permite a pintura direta sobre a peça já vidrada.
  7. Biscuit (ANTIGO): tipo de cerâmica que foi ao forno, mas sem vitrificação ou aplicação de esmalte. Por sua natureza porosa, a cerâmica biscuit absorve água. A temperatura de queima de biscuit é geralmente de pelo menos 1000 ° C, embora temperaturas mais altas também são comuns.  A queima da peça provoca alterações físicas e químicas permanentes e que resulta num artigo muito mais duro e mais resistente, o qual ainda pode ser poroso.
Cera perdida (dicionário)

Cera perdida (dicionário)

Fotos meramente ilustrativas no nosso DICIONÁRIO DE ANTIGUIDADES. Não fazem parte do nosso acervo!

Após a execução de uma escultura em argila, retira-se um molde em gesso (ou em outro material flexível) onde verte-se a cera, recriando assim a peça em cera. Esta peça é retirada com uma massa refratária para formar um molde negativo. Este molde se queima a alta temperatura para retirar toda a cera, deixando um vazio que será preenchido com o metal fundido. Esse processo produz, portanto, um artigo único.

Caulim (dicionário)

Caulim (dicionário)

Fotos meramente ilustrativas no nosso DICIONÁRIO DE ANTIGUIDADES. Não fazem parte do nosso acervo!

É a principal matéria-prima utilizada no preparo de produtos cerâmicos, sendo um dos componentes da pasta para porcelana, grês e esmaltes cerâmicos. O caulim teve a sua utilização industrial na fabricação de artigos de porcelana há muitos séculos atrás.

Origem: decomposição das rochas de fedlspato pela ação da chuva, vento e sol.

O termo caulim deriva da palavra Kauling («colina alta», em chinês), originário da colina de Jauchau Fu, ao norte da China, de onde o material tem sido obtido há décadas. O caulim chinês é considerado um dos melhores do mundo.

Casco de Tartaruga (dicionário)

Casco de Tartaruga (dicionário)

Fotos meramente ilustrativas no nosso DICIONÁRIO DE ANTIGUIDADES. Não fazem parte do nosso acervo!

O casco de tartaruga foi muito usado em folheados do século XVI ao XIX e atingiu o apogeu no século XVIII. Esse material é quase transparente quando cortado fino e polido. As cores vão do amarelo ao vermelho, passando pelo castanho. Muitas vezes esse material era montado sobre uma superfície metálica para ficar mais brilhante e, por vezes, era tingida. Muito comum nos móveis Boulle (França).

Destacamos que a utilização deste tipo de material é anti-ecológica. A técnica teve o seu período de utilização no passado, mas hoje a consciência ecológica nos ensina o amor à vida e à natureza.

Outros tipos de decoração de peças antigas que são, inclusive, proibidas modernamente: decoração com asas de borboleta, confecção de esculturas em marfim, comércio de taxidermia etc.

Cariátide (dicionário)

Cariátide (dicionário)

Fotos meramente ilustrativas no nosso DICIONÁRIO DE ANTIGUIDADES. Não fazem parte do nosso acervo!

Representação de figura humana, geralmente feminina, esculpida em fachadas e edifícios da Grécia antiga, a princípio com função de suporte. Modernamente , serve simplesmente como ornamentação.

Capitonê (dicionário)

Capitonê (dicionário)

Fotos meramente ilustrativas no nosso DICIONÁRIO DE ANTIGUIDADES. Não fazem parte do nosso acervo!

Decoração de móveis: acabamento criado no século XIX para sofás e poltronas formado pela fixação de botões, que dá uma sensação de alto e baixo relevo à textura do encosto e, às vezes, também do assento. Os botões espaçados fixam o “recheio” a partir do exterior, elaborando desenhos geométricos. Também conhecido como botonê.

Cão de Fó (dicionário)

Cão de Fó (dicionário)

Fotos meramente ilustrativas no nosso DICIONÁRIO DE ANTIGUIDADES. Não fazem parte do nosso acervo!

O Cão de Fó  têm a aparência de leões de são os antigos cães sagrados da Ásia, que guardavam, e guardam, os templos budistas. As representações artísticas são variadas. O leão, na religião budista, é visto como sagrado, e por vezes tem sido oferecido ao Buda como um sacrifício. O nome dado a esses guardiões é originário da China. Os Cães de Fó podem ser encontrados já a partir de 200 a.C.

É importante ressaltar que o Cão de Fó também é conhecido como o Cão Celestial, e o Cão da Felicidade. O animal é um símbolo de energia e de valor, e é muitas vezes, a maioria delas, representado em casal. O masculino brinca com uma bola que simboliza a Terra, enquanto que o feminino se ocupa com um filhote.

O Cão de Fó era o protetor de edifícios sagrados e um defensor do direito. Os cães comumente eram colocados em instituições empresariais, portões dos templos, pátios de acessos, e quintais. Também não foi incomum ver estes cães guardiões sagrados guardando túmulos ou colocados na frente de prédios do governo para assustar maus espíritos. Por isso eles têm um aspecto ameaçador. Os Cães de Fó se apresentam de muitas formas, tamanhos, materiais diferentes, e cores. Seus rostos têm um ar brincalhão, mas um olhar quase diabólico.

 
Canapé (dicionário)

Canapé (dicionário)

Fotos meramente ilustrativas no nosso DICIONÁRIO DE ANTIGUIDADES. Não fazem parte do nosso acervo!

Sofá francês criado no século XVIII tendo por característica principal um longo assento com encosto. Originalmente era com tapeçaria. Posteriormente foram (e são) feitos modelos com palhinha ou simplesmente vazados. Sua estrutura é delgada e os braços normalmente não dispõem de estofamento.

Ver Bergér

Ver Chaise-longue

Ver Conversadeira

Ver Marquesa

Ver Marquise

Ver Namoradeira

Ver Récamier