Casca de ovo ou Vieux Japon (dicionário)

Casca de ovo ou Vieux Japon (dicionário)

Fotos meramente ilustrativas no nosso DICIONÁRIO DE ANTIGUIDADES. Não fazem parte do nosso acervo!

No final do século XIX até aproximadamente 1920, foram importados do  Japão para o Brasil uma série de porcelanas muito finas, translúcidas, para uso de mesa: aparelhos de jantar, de chá e de café de forma puramente OCIDENTAL (francesa, inglesa), mas com decoração ORIENTAL: cenas da vida japonesa como gueixas, mulheres com sombrinhas, caramanchões com trepadeiras floridas, pagodes, salgueiros etc.

Extremamente finas, estas porcelanas recebem o nome técnico de Vieux Japon, mas se tornaram conhecidas verdadeiramente pelo apelido carinhoso que receberam:”casca de ovo”, pela sua translucidez e brancura. Na maioria das vezes a decoração é pintada (ou retocada) à mão.  Rara era a família brasileira que não possuía, pelo menos xícaras de chá desta porcelana, que caíram no gosto popular. Seu representante no Brasil foi Hachia & Cia: empresa de importação famosa pelo que trazia do Oriente. Em algumas peças pode-se ver a logomarca da empresa: uma letra “H” (maiúscula) dentro de um losango.

Alguns fundos de xícaras e pequenos e delicados copos de saquê receberam decoração especial, tipo marca d’água: ver litofania.

BOÊMIA, vidros da (dicionário)

BOÊMIA, vidros da (dicionário)

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Vidros não somente alemães, mas também franceses, italianos e americanos fabriados a partir de 1880 até 1900. Vidro de coloração alegre e que recebiam inscrições ingênuas: “Recordação, Bons Annos, Amizade, Felicidades etc”. A decoração era feita com base no estilo floral: margaridas, cravos e flores campestres. No Brasil aparecem copos, pequenas garrafas, moringas, etc; A douração utilizada neste tipo de vidro, embora à vezes um pouco demasiada, é feita sem a utilização de fornos; daí sua duração às vezes efêmera. Nos vidros de origem americana aparecem pequenos relevos em tinta esmalte, colocado depois da peça resfriada.

ESBERARD, vidros (dicionário)

ESBERARD, vidros (dicionário)

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A fábrica de vidros ESBERARD foi fundada no Brasil em 1878, pelo FRANCÊS Francisco Maria ESBERARD, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. A empresa copiou, através de moldes trazidos da Europa, tulipas, pratos, galinhas de vidro – utilizadas como mantegueiras, copos, garrafas, frascos, lustres, compoteiras etc. Estes objetos eram feitos em vidro branco, azul, verde, vermelho e em materiais “dourados” (carnival glass / amberina / vidro fogo). A empresa encerrou as atividades nos anos 20, em virtude de um incêndio na fábrica, provocado pelos fornos. Algumas peças têm a marca em alto-relevo: ESBERARD. A fábrica de vidros Esberard esteve ativa até cerca de 1940.

Picassa, bainha (dicionário)

Picassa, bainha (dicionário)

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Bainha PICASSA é o tipo de bainha para facas (ou faca + chaira) confeccionada em COURO e pode ter detalhes em metal (alpaca, prata ou ouro).

Dunquerque (dicionário)

Dunquerque (dicionário)

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Tipo elegante de balcão antigo (aparador) de uma ou duas portas decoradas com marqueteria, bronzeria ou espelhos. A madeira utilizada é sempre nobre: jacarandá, cedro, louro, carvalho, etc. Os dunquerques são, quase sempre, encimados por tampo de mármore e apresentam dimensões pequenas ou médias.

Paspatur ou Passe-partout (dicionário)

Paspatur ou Passe-partout (dicionário)

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Tipo de acabamento que fica entre a moldura e a tela de um quadro ou fotografia. Visualmente, tem o objetivo de valorizar uma obra de arte (tela), realizando uma transição harmônica entre a tela e a moldura. Tecnicamente, tem a função de não permitir o contato físico do vidro com a imagem impressa. Esse afastamento de cerca de 1,5 mm permite uma camada de ar protetora fundamental para a conservação da peça a longo prazo. Ou seja, Uma maior garantia de durabilidade de seu impresso, além da elegância na montagem de seu quadro. O material utilizado é quase sempre o papel-cartão (branco e, modernamente, colorido). Mas a madeira também pode servir para este fim.

 

Uralina ou vidro de Urânio (dicionário)

Uralina ou vidro de Urânio (dicionário)

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A uralina ou vidro de urânio é um tipo de vidro que contém uma certa quantidade de Urânio em sua composição, apresentando assim um brilho esverdeado muito característico. O fabrico de vidro de uralina caiu em desuso quando a disponibilidade de urânio para a maioria das indústrias foi severamente usada durante a Guerra Fria, e o controle sobre seu uso se tornou muito rigoroso. Peças de uralina possuem uma quantidade insignificante e portanto não radioativa do elemento químico em sua composição. As peças de uralina verdadeira ficam com intenso brilho verde quando estão sob efeito de luz negra.

NÃO PRECISA TER MEDO, NÃO! O vidro de urânio é ligeiramente radioativo, o suficiente para se detectar em contadores Geiger. Mas os níveis são quase iguais aos de aparelhos elétricos, como os fornos de microondas, que não representam nenhuma ameaça para a saúde.

Pantalha (dicionário)

Pantalha (dicionário)

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Tipo de aparado (acessório) que é colocado sobre lâmpadas (de abajures, apliques de parede e lustres) que objetiva “quebrar a luz”: deixá-la mais amena. Recurso utilizado para deixar ambientes internos mais aconchegantes (penumbra). Pode ser de tecido, pergaminho, vidro, opalina, alabastro, metal etc. A meia-pantalha é um recurso também utilizado em lustres e luminárias e que obstrui parcialmente a luminosidade.

Almofariz (dicionário)

Almofariz (dicionário)

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Tipo de pilão: Recipiente côncavo (em formato de tigela pequena) utilizado para macerar, ou seja amassar, esmagar pequenas quantidades de substância sólida para lhe extrair o suco através do uso de um bastão (pistilo). Antigamente era uma peça fundamental nas farmácias de manipulação. O almofariz é um instrumento comum em laboratórios químicos e farmácias, mas também utilizado na culinária. Materiais mais comuns: porcelana, louça, metais, pedra e madeira.

Bisotê ou Vidro Facetado (dicionário)

Bisotê ou Vidro Facetado (dicionário)

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Tipo de acabamento facetado ou chanfrado (corte obtuso) em vidros e espelhos. Bisotê ou biselado refere-se a um corte chanfrado nas extremidades do vidro ou espelho, que em seguida recebe um polimento, devolvendo a textura e o brilho natural, por meio de máquinas especiais.