Borda rendada ou vazada

Técnica decorativa que algumas fábricas de porcelanas empregam (empregaram) para adornar e valorizar pratos, cestas, fruteiras, conferindo rico detalhe à porcelana, mais propriamente em sua borda (margem), com desenhos vazados. Essas peças são popularmente conhecidas como peças “com borda rendada” (ou vazada). Em antiguidades é comum encontrarmos objetos rendados em porcelanas de procedência alemã (Bavária, Schumann), mas indústrias nacionais como a Porcelana Schmidt e outras, também confeccionaram belos exemplares com borda vazada.

Bricabraque

É o estabelecimento comercial de compra e venda de móveis e objetos usados (de brique); brique, casa de belchior… Pode ser também o conjunto de objetos usados (roupas, móveis, enfeites etc.), de proveniências e épocas várias.

Bronze

Este material é o resultado de uma liga metálica normalmente constituída de, aproximadamente, 85% de cobre, 10% de estanho e o restante de chumbo; tem a desejável propriedade de se expandir um pouco enquanto resfria, ressaltando todos os detalhes do molde. Podem ainda ser incorporados ao bronze: chumbo, alumínio e magnésio. Material que, polido, chega ao AMARELO OURO. É muito utilizado no campo da escultura, por  sua enorme resistência estrutural, facilidade de fundição e não corrosão frente às intempéries. Trabalha-se o bronze basicamente por fundição e por vazamento em molde refratário quando de cera perdida ou ainda em formas de areia. As grandes civilizações da antiguidade começaram a utilizar o bronze para a arte ao mesmo tempo que para a fabricação de armas como espadas e lanças.

 

Caixa de Rapé

“Rapé” vem do francês ” râper” = raspar. !No século XIX era muito comum as pessoas trazerem no bolso a sua caixinha com rapé (tabaco moído para cheirar) e o hábito era comum até início do século XX. Para o sorver ou aspirar,  o tabaco era colocado na cova formada nas costas da mão, na base do polegar alçado. Era considerado elegante, mas também associado ao vício. Consumido pelos nobres europeus e usado, inicialmente, como forma de aliviar a enxaqueca, o rapé era uma espécie de artigo de luxo quase sempre vendido em caixinhas dos mais diversos materiais, nobres ou não, tais como madeira, papel maché e prata à semelhança das caixas de fósforo. Algumas eram verdadeiras joias, finamente decoradas. Hoje, algumas delas são objetos de museus. No Metropolitan de Nova York, por exemplo, em meio a tantas obras de arte, estão caixas de ouro e cravejadas de diamantes e rubis.
Quando inalado, o rapé muitas vezes faz causar um espirro, e este é geralmente visto por apreciadores de rapé experientes como sinal de um iniciante.

Camafeu

Ornamento / acessório: joia semipreciosa confeccionada com pedra delgada que tem duas camadas de tonalidades diferentes de uma mesma cor (degradé) ou também de cores diferentes. Numa destas camadas se esculpe uma figura em alto-relevo, deixando-se à mostra a camada inferior.

Caneta de pena ou caneta pena

Antigamente as penas de aves faziam as vezes de canetas: a ponta da pena era mergulhada na tinta para escrever. Posteriormente uma ponteira metálica em forma de pena foi adaptada à pena (ou caneta) para facilitar a escrita, conferindo-lhe um aspecto mais preciso. As canetas de pena antigas, portanto, NÃO POSSUEM um reservatório (em seu interior) para armazenamento da tinta, diferentemente da caneta-tinteiro.

Caneta-tinteiro

Espécie de caneta que contém um RESERVATÓRIO RECARREGÁVEL para a tinta. Nos primeiros anos do século XX ainda eram usadas as canetas simples (caneta de pena) de molhar no tinteiro. Nesta época as carteiras escolares possuíam um orifício onde se colocava o tinteiro. Os modelos com reservatório são mais recentes. As canetas-tinteiro usam tinta à base de água e pigmentos colorantes, entre eles a NANQUIM.

Canutilho, lustre de

Canutilho é o elemento de vidro (ou cristal) em formato de canudo (oco) e que foi empregado principalmente nos anos 40 e 50 para a confecção de lustres cujo efeito estético é bem peculiar e delicado.