Petit bronze ou Peltre (dicionário)

Petit bronze ou Peltre (dicionário)

Fotos meramente ilustrativas no nosso DICIONÁRIO DE ANTIGUIDADES.  Não fazem parte do nosso acervo!

Petit = pequeno, em francês. É um tipo de solução que apareceu entre escultores que surgiu no final do século XIX  e se popularizou no século XX.  Trata-se uma liga de ESTANHO, CHUMBO, ANTIMÔNIO (semi-metal que dá mais dureza ao chumbo) e uma PEQUENA (PETIT) quantidade de BRONZE. O antimônio tem uma coloração branca-prateado. A proporção de cada um desses quatro elementos na confecção das peças não obedece a um padrão. Logo, o resultado é diferente (textura, peso, aparência, dureza etc), dependendo da maior ou menor quantidade de metal utilizado. A denominação correta desta combinação de quatro metais, é PELTRE. Entretanto, se popularizou rapidamente a denominação PETIT BRONZE. As esculturas em petit bronze são ocas e o resultado é um metal leve, muito maleável e, naturalmente mais frágil que as peças constituídas apenas de bronze. Normalmente as peças em petit bronze (peltre) recebem pátina em tons bronze-amarronzados ou esverdeados escuros, simulando a oxidação do bronze (azinhavre).

Latão (dicionário)

Latão (dicionário)

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Liga de COBRE e ZINCO que resulta um metal maleável (mais que o cobre ou o zinco separadamente), resistente a impactos e um bom condutor de energia térmica e elétrica. O latão pode ser forjado, fundido, laminado e estirado a frio de maneira mais fácil do que os próprios metais que o compõem. Tem uma cor AMARELADA semelhante à do ouro e é consideravelmente resistente a manchas. Na Antiguidade o latão polido era utilizado como espelho e suas primeiras utilizações apareceram ainda na pré-história.

Cobre (dicionário)

Cobre (dicionário)

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O cobre foi, provavelmente, o metal mais antigo talhado pelo homem. Estimativas iniciais da descoberta do cobre sugerem por volta de 9000 a.C. no Oriente Médio. O cobre é um metal de transição AVERMELHADO, que apresenta alta condutibilidade elétrica e térmica, só superada pela da prata. Os objetos de cobre foram utilizados nas cozinhas até o século XVIII, quando aparecem então as panelas e utensílios de ferro. No Brasil, o cobre foi trazido inicialmente no século XVIII pelos portugueses, como objetos utilitários: potes, panelas, tachos. Objetos vendidos por ciganos como ambulantes ou em acampamentos foram presença obrigatória nas cozinhas brasileiras. Devido ao seu pouco desgaste,são peças hoje valiosas pelo que oferecem como decoração e, sobretudo, são bem brasileiras, pelo seu uso e tradição. Raro era quem, no começo do século XX não possuía como remanescente de um antepassado um ou mais tachos de cobre para doce.

Estanho (dicionário)

Estanho (dicionário)

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Metal cinza-claro mais duro e mais leve que o chumbo, já era mencionado nos tempos bíblicos: é um dos metais mais antigos conhecidos. O estanho é maleável em baixas temperaturas porém é frágil quando aquecido. É usado para produzir diversas ligas metálicas utilizados para recobrir outros metais para protegê-los da corrosão. No final do reinado de Luiz XIV a escassez de prata faz surgir na mesa de grandes senhores a baixela de estanho. As “MEDIDAS” ou canecas de estanho sempre foram utilizados para medir a quantidade de bebidas. No período vitoriano (século XIX) eram usados, apenas pelas classes operárias (bules, jarros, castiçais, pratos etc). Mais tarde, no movimento Arts & Crafs volta a ter prestígio, sendo utilizados como objetos de arte e utilitários. No período Art Nouveau ganha ainda mais força. Aparecem guarnições em estanho inclusive na famosa cristaleira francesa de Baccarat.

Estilo Verniz Martin (dicionário)

Estilo Verniz Martin (dicionário)

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Estilo de móveis franceses com características bem próprias, que sempre têm delicadas pinturas de cenas antigas, rica bronzeria e vidros (ou portas) bombê. Muitas dessas cenas (paisagens) são assinadas. Ao término da pintura, o móvel recebia uma camada de “verniz” que imitava a laca chinesa (charão). A técnica foi aplicada a uma grande variedade de peças e teve seu apogeu no período do estilo Luís XV. A denominação vem dos seus autores, os irmãos parisienses Guillaume e Etienne- Simon Martin.

Vidro de leite ou milk glass (dicionário)

Vidro de leite ou milk glass (dicionário)

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Tipo de vidro branco ou colorido opaco ou translúcido , soprado ou pressionado em uma ampla variedade de formas. Primeiramente foi feito em Veneza , no século XVI. As cores incluem azul, verde rosa, amarelo, marrom, preto. Mas foi a cor branca que tornou seu nome popular. O vidro de leite tem um considerável número de colecionadores. 

Vidro pega moscas (dicionário)

Vidro pega moscas (dicionário)

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Armadilha para pegar moscas que era popular até início do século XX e que funciona da seguinte forma: O seu interior é formado por um círculo com borda alta que facilita a colocação de água com açúcar que atrai as moscas. Elas entram por baixo do vidro (abertura inferior). Se alimentam e quando tentam voar, não conseguem mais sair e acabam por cair na água.

Prata portuguesa (dicionário)

Prata portuguesa (dicionário)

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Foi na época das grandes descobertas, no século XV, que Portugal começou a desenvolver o gosto pelos artigos de prata. Entre as primeiras peças executadas, destacavam-se travessas e jarros. Os motivos decorativos e adornos das peças receberam a influência das fantásticas viagens empreendidas por seus famosos navegadores. Era comum aparecerem nos trabalhos cenas de batalha, combates com índios selvagens e até animais fantásticos em meio a uma flora. O apogeu na arte da prata em Portugal aconteceu na fase final da arte manuelina, em época de grande riqueza. Se no século XVII houve um empobrecimento que se refletiu na prataria, no século XVIII a produção desses artigos recebeu forte influência francesa, os trabalhos ganhando refinamento artístico, mas perdendo, por outro lado, a originalidade da criação portuguesa. No final deste e no começo do século XIX, foi o estilo inglês, principalmente o Adam, que influenciou a produção da prata em Portugal.

As peças de pratas produzidas em Portugal até 1886, recebiam contrastes apostos por conceituados membros da Corporação dos Ourives, que verificavam o teor de prata na liga e classificavam a prata como 11, 10 e 9 dinheiros (toque mínimo), que correspondiam a 11/12, 10/12 e 9/12 de metal fino da liga ou ainda o equivalente a 22, 20 e 18 quilates. Na data referida acima, foram fundadas as contrastarias ligadas à Casa da Moeda. Os números antigos usados pela Corporação dos Ourives foram substituídos, mantendo a equivalência, por 0.916, 0.833 e 0.750, especificações que se mantêm válidas até hoje. Para serem usadas, as marcas dos contrastes eram obrigadas a ter registro nas câmaras municipais das cidades de origem e ainda constar numa corporação chamada de Confraria de Santo Elói. As marcas indicam, além do contraste, a localidade onde a peça foi fabricada e o autor do trabalho.

Os contrastes antigos tinham, normalmente, uma inicial geralmente coroada, que identificava a origem da peça de prata. Assim, Lisboa era representada por um “L”, o Porto por um “P”, Guimarães tinha um “G”, o “C” é de Coimbra, o “B” de Braga, “S” para Setúbal e Santarém e um “E” para Évora. O teor de prata são representados por algarismos romanos (XI, X e IX dinheiros) ou ainda algarismos arábicos. O fabricante normalmente usava suas iniciais para identificar a peça.

Vitrine ou vitrina (dicionário)

Vitrine ou vitrina (dicionário)

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Móvel ou armário com porta(s) envidraçada(s), onde se expõem e guardam objetos de arte, louças, cristais e coleções. As laterais, normalmente também são envidraçadas.